1ª Marcha Pela Ciência
São Paulo




Princípios fundamentais

1 - A ciência serve ao bem comum

Muitas pessoas consideram a ciência algo complicado, de difícil compreensão, distante do seu cotidiano. Um dos objetivos da marcha é mostrar à essas pessoas que seu dia a dia está cercado de conquistas científicas. Além disso, queremos demonstrar que uma sociedade que entende os princípios científicos está mais preparada para tomar decisões de forma crítica e responsável. Por fim, destacamos a responsabilidade da comunidade científica de avaliar o impacto da atividade humana sobre o planeta e assim promover uma discussão sobre o caminho a seguir, preservando gerações futuras. .

2 - Educação científica de ponta

Nós apoiamos uma educação científica de crianças e adultos que os ajude a pensar criticamente, elaborar e avaliar perguntas baseados em evidências. A ciência deve estar presente na educação de todos e não apenas de um grupo específico.

3 - Pela comunicação científica aberta, honesta e ao alcance do público

A linguagem científica é pouco acessível para boa parcela da população brasileira, o que as impede de entender e consequentemente valorizar a ciência. Divulgar ciência de forma compreensível e abrangente, através de exposições, artes, brincadeiras e esportes são formas efetivas de aproximar a ciências das pessoas, que por sua vez trarão questões importantes a serem investigadas pela ciência

4 - Por políticas e regulamentos de interesse público baseados em evidências

As decisões políticas que afetam diretamente a vida e o bem estar humano, do meio ambiente e de todas as outras formas de vida, devem necessariamente estar embasadas em evidências científicas. Quando limitamos decisões desse tipo ao campo da opinião, estamos mais sujeitos a falhas humanas.

5 - Pelo financiamento das pesquisas científicas e suas aplicações

O orçamento da ciência deve refletir a sua importância na democracia. Nós defendemos mais recursos para pesquisa, contratações no campo da ciência e aplicação do pensamento científico na gestão pública.





Objetivos específicos - Marcha pela Ciência SP

1 - Valorização da ciência e do cientista

Sem ciência não existe desenvolvimento, portanto é urgente que a profissão de cientista esteja entre as tantas outras reconhecidas pela sociedade, assim como o produto do seu trabalho.

2- Pelo desenvolvimento e pela soberania do país

O avanço da ciência e tecnologia brasileira é fundamental para a promoção de um novo ciclo de industrialização capaz de catalisar um desenvolvimento econômico que seja socialmente e ambientalmente responsável, traçando um caminho para a superação da dependência econômica, cultural e tecnológica que limita as possibilidades de superação das desigualdades regionais.

3 - Maiores investimentos para pesquisa e carreira acadêmica

Estamos preocupados com a redução do investimento federal e estadual via agências de fomento como CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), FAPs (Fundações de Amparo à Pesquisa) e afins. Sem investimento não há ciência de qualidade. Se perdermos nossos cientistas, como será possível desenvolver o país?

4 - Mais contratações para Institutos de Pesquisa

Muitos Institutos de Pesquisa estão sucateados. Acreditamos que não basta direcionar investimento para a “modernização” destes centros, se não houver equipe qualificada para usufruir destes espaços. Dessa forma, lutamos por mais contratações em Institutos de Pesquisa Brasileiros.

5 - Maior investimento em ensino de ciências nas escolas brasileiras

Jovens treinados a pensarem de forma crítica darão origem a, uma sociedade pronta para discutir seus problemas e desafios de modo qualificado.

6 - Por mais direitos para pós-graduandas e pós-graduandos

É fundamental que todo cientista em formação que desejar, tenha acesso à bolsa de pesquisa durante TODO o mestrado e doutorado (universalização das bolsas de pesquisa). Defendemos também a assistência estudantil, licença parental (quando necessário), inscrição no INSS, reajuste anual de bolsas e uma política de inserção e fixação de mestres e doutores no território nacional.

7 - Pelo financiamento da ciência

Defendemos melhor financiamento à ciência, como por exemplo o direcionamento de 2% dos royalties do minério para a ciência e tecnologia e o cumprimento da alíquota de 1% do ICMS para o orçamento estadual à FAPESP. Defendemos também o maior investimento de empresas públicas e privadas à Ciência.

8 - Pela volta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Em 2016, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) foi extinto, e suas secretarias incorporadas ao Ministério das Comunicações, que passou a se chamar Ministério da Ciência, Tecnologias, Inovações e Comunicações. A junção dessas atividades em um único Ministério enfraqueceria o setor de ciência, tecnologia e inovação, que, em outros países, ganha importância em uma economia mundial crescentemente baseada no conhecimento e é considerado o motor do desenvolvimento. Europa, Estados Unidos, China, Coreia do Sul, são alguns exemplos de países que, em época de crise, aumentam os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, pois consideram que esta é a melhor maneira de construir uma saída sustentável da crise. Assim, defendemos a refundação do MCTI com financiamento adequado, bem como a reestruturação de importantes órgãos extintos neste processo: a Secretaria de Ciência e Tecnologia pela Inclusão Social (SECIS) e o Departamento de Difusão e Popularização da Ciência (DEPDI)

9 - Pela divulgação ampla e democrática de ciência

Grande parte da população brasileira, inclusive paulistana, não se interessa pela ciência. Isso se dá, dentre outros motivos, devido à falta de preparo dos cientistas para falar de uma forma clara e inteligível sobre sua ciência. Dessa forma, defendemos maiores investimentos na formação de divulgadores científicos, como já vem acontecendo em algumas universidades do estado de São Paulo, visto que este também é um grande nicho profissional a ser ocupado.

10 - Contra a política de juros altos e cortes na ciência

Enfatizamos que os orçamentos da ciência, educação e saúde não devem ser cortados a cada evento de crise econômica, devendo-se buscar outras saídas para a superação da crise. Em especial, retomar a recomposição do orçamento do CNPq possibilitado a partir de recursos da repatriação de recursos não declarados no exterior.




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